“1977”, de Luan Santana, completa 10 anos: seis encontros e muitas memórias para revisitar
O álbum 1977, de Luan Santana, celebra uma década de lançamento com parcerias marcantes e um conceito focado na homenagem às mulheres.

Lançado em 4 de novembro de 2016, o álbum reuniu Marília Mendonça, Sandy, Ivete Sangalo, Anitta, Ana Carolina e Camila Queiroz em um projeto dedicado às mulheres.
Dez anos depois, basta encontrar um dos títulos para lembrar de uma fase da vida. “Dia, Lugar e Hora”, “Eu, Você, o Mar e Ela”, “Mesmo Sem Estar”… Nesta quarta-feira, 4 de novembro, 1977, de Luan Santana, completa uma década de lançamento, com 12 faixas que convidam a revisitar um capítulo especial de sua trajetória.
O projeto aproximou Luan de seis mulheres com caminhos diferentes na música e no entretenimento. Marília Mendonça, Sandy, Ivete Sangalo, Anitta, Ana Carolina e Camila Queiroz dividiram as canções com o cantor, dando forma à homenagem que orientou o trabalho.
Para quem acompanhou aquela época, o aniversário também passa pela memória da espera: descobrir as convidadas, assistir aos vídeos e escolher qual música ouvir de novo. Hoje, a proposta é voltar ao álbum inteiro e reencontrar o que cada uma dessas parcerias acrescenta à sua história.
O conceito do álbum
O título faz referência ao ano em que a ONU reconheceu oficialmente o Dia Internacional da Mulher, uma data cuja história começou muito antes, nos movimentos de mulheres do início do século XX. Essa referência inspirou o conceito do projeto e a escolha de participações exclusivamente femininas.
Na época, Luan explicou que convidou artistas com quem sonhava cantar. O resultado aproximou nomes do sertanejo, do pop e da música brasileira, além de apresentar Camila Queiroz em uma experiência até então inédita em sua carreira: cantar e registrar a própria voz profissionalmente.
Esse é um dos motivos para revisitar 1977. A homenagem ganha uma forma concreta nos encontros: cada parceria oferece ao público a oportunidade de conhecer Luan ao lado de outra voz e de outra trajetória.
Seis parcerias para reencontrar
Metade do repertório é formada por duetos. A distribuição das participações ajuda a percorrer o projeto como uma sequência de encontros.
Ao comentar as escolhas durante a gravação, Luan falou sobre a realização de cantar com Sandy, que o inspirava desde a infância, e destacou a ligação de Marília com o sertanejo. Também apresentou Anitta como uma amiga próxima e demonstrou admiração pelas demais convidadas.
"Fantasma" é um desses registros que merecem ser revisitados com atenção. O vídeo preserva Luan e Marília dividindo uma canção dentro de um projeto que reuniu diferentes presenças femininas. Dez anos depois, voltar a ele também é uma forma de celebrar esse encontro musical.
Audiovisual e bastidores
1977 também propôs uma mudança de ambiente. Gravado em estúdio, o audiovisual combinou performances e depoimentos, com uma abordagem próxima do documentário. A direção ficou com Joana Mazzucchelli, e a produção musical, com Dudu Borges.
Essa escolha abriu espaço para mostrar os encontros e os bastidores da criação. O interesse estava também nas conversas, na aproximação entre os artistas e nas experiências vividas durante as gravações.
Na divulgação, Luan contou, por exemplo, que a timidez de Camila diante da experiência de cantar foi registrada pelo projeto. São detalhes que ajudam a guardar a personalidade daquele momento, além das versões finais das músicas.
Repertório e legado
O repertório inclui “Dia, Lugar e Hora”, “Eu, Você, o Mar e Ela” e “Acordando o Prédio”, mas também reserva espaço para “Primeira Semana”, “Km 70” e “Butterfly”. Voltar às 12 faixas permite reencontrar essas músicas no contexto em que foram apresentadas.
Esse é um exercício que combina com a proposta de ouvir o que existe entre as canções que vêm primeiro à memória. Talvez a favorita continue sendo a mesma. Talvez uma faixa que passou quase despercebida em 2016 encontre mais espaço agora.
Afinal, dez anos também mudam quem escuta. Uma música que antes acompanhava uma expectativa pode hoje lembrar uma história vivida. Outra pode recuperar um detalhe daquela época que parecia esquecido.
O álbum tem cerca de 41 minutos. Pode ser o tempo de um trajeto, de uma pausa no dia ou de uma visita às memórias de 2016.
Ouça Luan Santana
Conteúdo produzido pela Redação Sertanejo Play, com edição de Ricardo Borges. Conheça a redação.























